
Em 2026, decidi parar de desenhar a Aline e transformar a despedida no seu 11º e derradeiro livro. Adeus, Aline reúne as últimas tiras que fiz do famoso trio.
A Aline já aprontou demais. Já deu — com e sem trocadilho — o que tinha que dar. São raríssimos os momentos em que ainda sinto vontade de desenhá-la. Oficializar o fim das tiras me parece, hoje, a decisão mais honesta. Há também outro fator importante: embora não seja exatamente datada, é inegável que a Aline tem a cara dos anos 90. Muita coisa mudou nas últimas três décadas — em São Paulo e no mundo. Sempre achei que ela era paulistana, mas poderia existir em qualquer metrópole. Quando surgiu, discutir triângulo amoroso, homossexualidade, piercing e tatuagem ainda soava vanguardista. Hoje, tudo isso virou assunto comum — e talvez menos provocador para o humor.
Aline, Otto e Pedro formam o triângulo amoroso que publiquei na Folha de S.Paulo entre 1996 e 2023.
Incluí também alguns extras: a própria Aline me entrevistando e o texto do ombudsman da Folha, que conversa comigo sobre a “polêmica do ácido” — quando a personagem toma LSD e apronta horrores.
O sucesso foi tanto que o trio conquistou leitores por todo o país e acabou ganhando uma minissérie em live action na TV Globo. Com humor e galhofa, encerro aqui o ciclo desses personagens.
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2026 · 116 p. · 15,5 × 23,4 cm · colorido