
Este livro reúne a série de tiras “anos de análise” publicadas na Folha de S. Paulo.
Ja fui parar várias vezes no divã. A primeira vez foi em Porto Alegre, eu tinha 26 anos.
Naquela época, eu era um jovem porra-louca. Retomei aos 35, em São Paulo. Desta vez, aproveitei melhor as sessões porque já era um porra-louca mais maduro.
Existem muitas escolas e eu não entendo muito dessas coisas: jungiana, freudiana, lacaniana, picaretana. Acho que o lance é misturar escolas, assim como em música electrodancetrancepop e assim por diante.
Foi na época da terapia em São Paulo que comecei a madurar a idéia pra esta série de tiras. À medida que contava minha vida e os prováveis traumas, começava a calcular quanto tempo teria de ficar no divã para resolver cada evento. Uma coisa quase matemática.
Me pareceu divertido brincar com coisas do tipo: Ser sodomizado por uma equipe de basquete = 1.000.000 de anos de análise e por ai vai… O que a princípio pareceu render só duas tiras acabou rendendo umas 150; afinal, são incontáveis as situações engraçadas com que se pode brincar desta forma.
Se análise funciona? Não sou eu quem vou responder a essa pergunta. Acho que é como responder se existe vida após a morte. Depende da pessoa, do analista, do encontro.
Leia um trecho




2008 · 89 p. · 15,5 × 23,4 cm · colorido
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